Sunday, November 12, 2006

Terra, a mais saborosa da galáxia!

Sério esse negócio de inventário, divide família de um dia para o outro, ainda mais quando encontra um advogado sem princípios. Foi o que aconteceu com minha cunhada, irmã de criação de minha mulher e mãe de meu filho. A menina fez tudo para prejudicar todo o processo em conjunto com seu marido, um fracassado e preguiçoso sem nenhum escrúpulo. Só que acima da vontade de uns, tem, e acredito nisso, um Juiz maior, cuja justiça é inquestionável.

Mas, isso são águas passadas, o que importa é saber perdoar. E, esse sentimento eu tenho com as outras pessoas sem dificuldade!

Terra a mais saborosa das galáxias

Era uma enorme língua
Molhada.
A cor vermelha,
Coloria aquele céu, numa bela
boca famélica, pegajosa.
Salivas e espumas brancas
eram as únicas respostas
do sabor das carnes.
Devoradas... Lentamente digeridas,
engolidas, mastigadas...
Já não exista dor
como nunca existiu de fato!
Apenas entendia, como num
pesadelo louco, insano,
infernal... Irreal, estavam
servindo de repasto. Um simples
alimento de famintos
devoradores.
Não existia som natural
de pássaros, rios, cachoeiras...
Podia gritar e em vão,
ninguém, escutaria.
Entretanto havia...
Um farto banquete,
cujo prato principal, eram
seres humanos....
Centenas deles, ainda vivos.
Fisgados, fincados, garfadas e
Espalhados por todos os lados.
Mesas enormes, pratos asquerosamente,
manchados do sangue e,
misturados a outras estranhas iguarias.
Certamente espalhados
com pedaços humanos.
A fina mesa.
Povoada
De seres moles e escorregadios,
ofegantes como répteis, viviam
à rastejar, dificultosamente lentos.
Quase sem movimentos;
extasiados, digladiavam...
Sempre famintos da carne
vicejante, viciante, doce.
Humana!
Sem algazarras.
Não existia sequer um barulho.
Apenas sussurros e coaxos
de bocas enormes,
de corpos se tocando
uns nos outros.
Porcos na lama!
Escutava-se os movimentos lentos,
das mandíbulas, nunca fartas;
de tanto mastigar, devorar, engolir.
Insensíveis ao sabor de
macabros pratos!
Mãos sujas e gordas,
empurram alimentos, gargantas
abaixo, ajudados por deselegantes
dedos. Grossos e feio, sujos
de seus próprios dejetos.
Dedos manchados de sangue pelo
tempo!
Na escuridão da noite
defecavam e à terra então voltariam
em forma de fezes os excrementos,
jazem, rodeados miríades de moscas.
Não existia lá,
latrinas suficientes e fortes
a sustentar pesos de seres obesos.
As fezes eram depositadas ao
ar livre, na terra, nos vales,
nos rios, nas montanhas e em
todas as partes.
O mal cheiro terrível, no ar
atraiam enormes mosquitos
mutantes, onde outrora
eram abutres e urubus.
Já extintos pelos seres que,
vieram para uma curta visita,
e, acabaram ficando, instalando-se
para sempre; na morada mais
saborosa da galáxia

0 Comments:

Post a Comment

<< Home